terça-feira, 18 de agosto de 2015

Amor incondicional





O que é o amor incondicional? Para mim é simplesmente amar – amar sem medida, sem hesitação, sem mais nem para quê.

Conheci esse amor há mais de duas décadas e veio culminar, faz hoje sete anos.
O João veio trazer novamente a alegria de ver crescer, de sorrir e rir de todas as traquinices e frases que parecem de um adulto - sim e ele tem-nas a cada instante, a cada momento.
Há sete anos, a família aumentou e que bom que foi ter mais um membro deste corpo que somos.
Abraçar, beijar, acariciar aquele ser pequenino, que hoje já começa a pensar por si e a ser teimoso q.b., é bom demais.
Há sete anos, pensava em como iria ser, que feitio iria ter, se iria ser parecido com alguém da família. Hoje posso dizer que é diferente, porque todos o somos, mas tem um pouco de cada um, conjugado com uma personalidade que é só sua.
Atento a tudo o que se passa, a cada pormenor, é, sem dúvida, um curioso.
O amor pelos bombeiros é a sua maior característica. Conhece cada carro, cada toque, cada farda de qualquer corporação de qualquer país.
O nosso pequeno bombeiro está hoje de parabéns! Que sejam mais setenta vezes sete, como dizem as escrituras, e que eu te veja sempre com esse sorriso, com esse amor que tens no teu pequenino coração!

Gosto-te daqui até à lua!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sonhos




“A vida que sonhei… Ai a vida que sonhei” – pensava a menina frágil, mas que todos conheciam como forte.
A menina que se via, agora, sem rumo, sem vontade de nada, estava ali parada a olhar para o céu, à espera que de lá, de onde moram as estrelas, na escuridão da noite, lhe fossem dadas as respostas que queria, as respostas que tanto procurava para a sua vida, para a vida que sonhou.
“Mas sonho, o que é o sonho?” – deu por si a pensar e a questionar.
 Se sonhos não passam disso, de ilusões do cérebro durante o sono, porque queria ela uma vida de sonho?
Ela não sabia, mas sabia que a vida que tinha, não era a que queria. Queria mais, muito mais. “Mas mais do quê?” – Continuava ela a perguntar às estrelas. De lá, onde  estavam os pontos de luz reluzentes e resplandecentes, as respostas eram…. eram nenhumas, porque ela não sabia, mas as respostas estavam cá, onde ela estava, onde não havia sonhos, onde existia ela, as pessoas à sua volta e tudo aquilo que não queria, mas que a acompanhava, porque a realidade é essa, o sonho é ilusão.
A menina passou horas à espera que de lá, onde a ensinaram que, além das constelações de estrelas e planetas, morava Deus, viessem as respostas que tanto procurava… as respostas da vida que sonhou, mas que, se era sonho, não era verdade, mas ela não sabia.
De tanto olhar para o infinito, a menina adormeceu e sonhou, sonhou que a sua vida havia mudado, tinha finalmente tudo o que queria, tudo o que um dia estipulou para si.
Quando os pontinhos de luz deram lugar a uma luz grande, de um dourado incandescente, ela abriu os olhos e, mais uma vez, percebeu que aquilo que sonhou para si, não passava disso mesmo de um “sonho”.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O que a natureza dá e o Homem transforma




Portugal tem sem dúvida locais absolutamente fantásticos. De norte a sul, encontramos paisagens de sonho que, muitas vezes, são desvalorizadas.
 Quantas vezes, procuramos lá fora o que cá dentro temos muito melhor? Vezes sem conta. Como se costuma dizer “santos da casa não são adorados” e é bem verdade.
Adoro conhecer locais diferentes e, quem me conhece, sabe que tudo que é natureza me enche os olhos rasgados.
No último fim de semana, tive mais uma experiência fantástica, desta vez junto ao Rio Paiva, mais concretamente no Arouca Geopark, um local que a natureza concebeu de uma beleza extrema e que as mãos do Homem transformaram num espaço visitável e acessível a quem quiser por lá passar. São oito quilómetros de montanha, rio, fauna e flora fantásticos que enchem os olhos de quem decide ganhar um dia de ar puro, acompanhado de lazer e conhecimento.
No final da caminhada, um belo repasto numa manta qualquer, junto ao rio, onde se ouve pouco mais que o chilrear dos pássaros. Depois - ah depois - não se pode sair dali sem experimentar a água límpida do rio que acompanha o visitante, sem se cansar, ao longo de toda a caminhada, sempre ao longe, mas sempre atento e a querer mostrar-se. 
Agora, com ele ali ao lado, há que molhar, pelo menos os pezinhos, e tirar umas belas fotos.

Os Passadiços do Paiva valem a pena. Aconselho!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Pessoas que ajudam quem mais precisa




Conheci por acaso, no meio do acaso - talvez abençoada pelo local onde me encontrava - alguém que me apaixonou com as suas palavras, com a sua história de vida, com a sua forma de ajudar o próximo.


“Passo muito tempo na Namíbia” – ouvi, no meio de uma conversa, esta afirmação e, como curiosa, questionei, porquê. Do porquê, ao quem, quando, como, onde, foi apenas um instante e, de repente, a conversa desenvolveu-se e eu ficava, cada vez mais, apaixonada pelo que ouvia.
A história foi-me contada, sem que do outro lado, aquela pessoa se apercebesse o quanto eu estava deliciada com cada palavra, com cada afirmação. Falava-me da experiência de forma vaga, mas eu queria mais, queria pormenores, queria entender o que leva alguém a deixar o conforto do lar para uma missão difícil como esta.
No final, vim de coração cheio, cheio de uma história como poucas, que envolve humanismo, doação e acima de tudo amor – amor por aqueles que estão lá longe num país africano, numa tribo como tantas outras, mas que já considera como “sua”.
Com os olhos cheios de água, falava, de forma terna e meiga, dos meninos e meninas, como já sendo membros da sua família. Com a voz embargada, ela lá ia contando as experiências vividas junto da “família” que não é a sua, mas que adotou como tal.
Com o passar do tempo, apetecia-me, cada vez mais e mais, saber como viviam, como pensavam e, acima de tudo, como sobreviviam aqueles que “nunca viram a luz artificial”, aqueles meninos que partilham tudo, desde comida, a roupa.
- “Ela carrega na parede e fica dia” – lembrava uma das frases ouvidas no meio do mato, a mulher, mais uma vez emocionada, com o olhar, lá longe, onde ficaram aquelas crianças que precisam de ajuda, mas que vivem felizes com o pouco que têm. Este foi apenas um exemplo, mas na conversa, percebi que havia muitos mais.
As saudades apertam e ela confessa-me que gostaria de passar lá mais tempo, que lá é o seu mundo, que aquelas pessoas são quem lhe dá vontade de viver e fazer mais e mais, mas a consciência de que é cá que pode arranjar meios para colaborar e fazer daquela, uma comunidade melhor, com mais condições, fá-la descer ao mundo e pensar que se está longe deles é para ajudar.
Criou uma associação que começa a dar os primeiros passos, mas que já deu frutos, nomeadamente uma operação a uma criança que estava cega por causa de cataratas nos olhos. Ajudou essa, mas quer ajudar muitas mais e é, nesse propósito, que, juntamente com o marido, trabalha.
Há acasos da vida que nos fazem pensar e um acaso da vida, fez esta mulher sair do seu conforto, da sua vida agitada e ir à aventura - aventura que lhe deu uma nova família, um novo amor e uma nova visão das necessidades da vida!

Parabéns San Foundation!

https://www.facebook.com/SanFoundation?pnref=story


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Ser ou não ser



Costumo dizer que “mato pessoas na minha vida”, expressão que causa, nos outros, um olhar de reprovação, mas sou o que sou e só “mato” se me derem motivos para tal.
Sempre fui de tudo ou nada, de tudo o que de me faça feliz e nada que me faça sofrer.
Não sou, nem nunca fui de meias verdades, de meias certezas, de meias ofertas, de meias vontades. Comigo ou é ou não é, seja a nível profissional ou pessoal.
Há coisas que não concebo, coisas que não perdoo. A mentira, a falta de humildade, lealdada e honestidade são algumas delas.
Na vida, cruzamo-nos com pessoas diferentes de nós e ainda bem que assim é, ainda bem que somos diferentes, porque as diferenças completam-nos, tornam-nos semelhantes.
Somos muitas vezes confrontados com realidades que nos doem, com decisões que nos fazem pensar e equacionar o valor da amizade e da camaradagem. Mas se são realidades que nos fazem mal, devem ser repensadas.
Sempre respeitei o valor da amizade, sempre respeitei o espaço do outro, sempre me dei por completo.
Dei, dou e darei sempre, pois se há uns que não mereciam, há quem mereça, porque apesar de tudo ainda há amigos verdadeiros.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Gosto-te daqui até à lua



“Há gente que fica na história da história da gente”. Já algumas vezes usei esta frase, em alguns dos textos que vou escrevendo, e, hoje, esta frase é novamente bem utilizada e necessária, tendo em conta de quem quero falar esta sexta feira, dia 15 de Maio…

Há pessoas que, por mais  diferenças que tenham, não conseguem separar-se, não conseguem chatear-se, nem, muito menos, esquecer-se… O que é isto se não amor de irmãos??

Pois é, é isso que sinto quando penso na minha, que hoje está de parabéns…
Em pequenas, sempre às turras, em adultas, grandes amigas! Se assim não fosse mal seria.
A sua calma, disponibilidade, o seu sorriso, a sua forma de resolver as coisas, a sua veia maternal, tudo características que fazem dela especial!

Não entendo, quando me dizem que irmãos não se dão, têm inveja uns dos outros, não estão juntos…
 Como é que isso é possível? Se nasceram da mesma mãe, como podem não se amar?
Isso é algo que me causa uma certa confusão, principalmente se cresceram juntos, se tiveram a mesma educação.

Sim, todos somos diferentes e eu e a minha irmã somos disso exemplo, mas as diferenças completam-se, superam-se….
A calma dela contrasta com o meu stress, as risadas dela completam-se com as minhas, o carinho dela complementa o meu…

Por isso, que dizer mais, sobre uma irmã, a minha irmã??

Basta dizer: Parabéns my sister! Continua a ser quem és! 

Gosto-te daqui até à lua! 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Valores o que são no mundo de hoje?



Valores, educação e informação. Três palavras que podem parecer insignificantes, mas que, na verdade, são o fio condutor da sociedade, são a base do crescimento do ser humano, o alicerce do mundo.

Hoje, onde estão esses três conceitos? Onde os podemos encontrar? Quem os tem? Quem os deve transmitir?

A cada dia que passa, somos confrontados com notícias que nos entram casa dentro, de violência desmedida, de pais que matam filhos, de filhos que agridem pais, de crianças que são violentadas pelos progenitores, de jovens que se agridem gratuitamente, sem motivo aparente, muitas vezes, apenas e só, para se afirmarem como lideres e fortes….Enfim, um sem número de situações que nos fazem ficar perplexos, mas já conformados, com o que se passa por aí, às vezes tão perto de nós.

A culpa é de quem? Foi a pergunta que mais se ouviu, esta quarta-feira, depois do vídeo de agressões entre jovens, que se tornou viral nas redes sociais.

Já li e ouvi muitas opiniões, mas considero que o problema reside na falta de valores e, acima de tudo, de educação.

Hoje vivemos numa sociedade onde a educação se faz com ofertas de tablets, telemóveis de gama alta e outros aparelhos informáticos para colmatar a falta de tempo e afeto para com os filhos.

Vivemos num tempo, numa era, em que o ritmo de vida é demasiadamente acelerado, em que os pais saem de casa bem cedo, “despejam” os filhos na escola, e regressam à noite  para os rececionar como se de uma encomenda se tratasse.
Cansados de um dia de trabalho, chegam a casa e cada um segue a sua “vida”, não há tempo para conversar, para perguntar “como correu o dia” ou simplesmente “se está tudo bem”.

Às crianças dão o tablet ou uma qualquer consola para que se entretenham e não chateiem que o dia foi longo e há ainda umas coisas para fazer em casa. Aos mais velhos, já nem é preciso dizer nada, estes chegam, metem-se no quarto no computador, sendo acordados para o mundo, com um “vamos jantar”.

Não há tempo para se conhecerem, nem sequer vontade de partilhar, de aconselhar e dar nas “orelhas” se preciso for.

Depois, deparamo-nos com situações como a que vimos hoje. Sim, não será única, haverá tantas outras espalhadas por esse país fora…

Esta situação pode não dar em nada, no entanto, este vídeo, daquelas meninas que acharam piada a bater no jovem indefeso, esta projeção, é mais um alerta para a sociedade que temos, para os jovens que estamos a formar e que serão o futuro do país.

É isto que queremos? Será este o caminho para o nosso país, para a nossa sociedade?
Quando era pequena, se fizesse uma asneira, levava um tabefe, fosse dos pais ou do professor e ouvia “para a próxima levas mais”. Hoje se isso acontece, ouve-se “vai ser acusado de maus tratos”.

Não sou apologista do “bater”, mas sempre ouvi dizer que “uns bons tabefes na hora certa nunca mataram ninguém”.

Levei alguns dos meus pais e na escola primária, e quê, sou menos por isso? Foi violência? Não sei,. Sei que fizeram-me crescer e aprender os valores e as responsabilidades da vida.

O que aconteceu hoje, deve fazer os pais e os educadores refletir sobre a forma como estão a preparar as crianças para o futuro.

O acompanhamento permanente é fundamental – Vale a pena pensar nisto.