quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O que é o amor?



Diz-se por aí que o amor é difícil de explicar… O amor é sei lá… é algo dificil de traduzir por palavras, mas fácil de explicar em gestos.

O amor, o amor é….vermos crescer, ajudar no desenvolvimento, estarmos lá sempre que preciso, acompanhar, perceber, aconselhar e dar na cabeça se necessário.
Se calhar descobri este amor há 21 anos, quando aquela coisa pequenina nasceu e a vi crescer como se fosse minha (e é um pouco).
Amor é perceber que nela está um pouco de mim, um pouco dos meus pais e da minha irmã, é perceber que mais um bocadinho de nós veio ao mundo para ser feliz.
Amor é, ao longo dos anos, perceber, nas atitudes e nos gestos, que ali há algo de nós, há uma resposta, uma atitude, em determinado momento, que se fosse dita ou feita por nós, seria igualzinha.
É perceber que as pessoas crescem, se desenvolvem, aprendem… é perceber que, depois de nós, é a vez desse ser amor ir em busca do seu futuro, entrar na faculdade e ser mais um motivo de orgulho para quem ama…
Amor é amar sem medida, é ficar contente com tudo e descontente por nada. É estar, acompanhar, aconselhar e acima de tudo dar sempre tudo de nós.
Aprendi o que era o amor quando nasceste e este amor foi-se consolidando com o tempo!

Parabéns Tatiana! Nunca me desiludas!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Somos animais de hábitos



Somos animais de hábitos…mudam-me o pão de sítio, já não tomo o pequeno almoço…

O ser humano é um anima de hábitos e, muitas vezes, o que sai da rotina, passa ao lado. Todos nós estamos habituados a uma rotina diária e se algo altera, temos dificuldade em acompanhar e damos connosco a pensar, “como foi possível?”.

Somos quase máquinas, tudo o que fazemos é igual e se foge um bocadinho, já nos vemos atrapalhados para perceber e assimilar. Não, não falo do trabalho que o meu é sempre diferente, cada dia é uma incógnita. Falo sim, de coisas básicas, como o pão não estar no sítio do costume e estar à frente dos nossos olhos e, mesmo assim, não o vermos, por exemplo….

A minha rotina começa relativamente cedo e tudo está programado até à chegada ao trabalho….
 Acordar, esperar que o despertador toque (sim, acordo sempre antes do despertador), acender a luz, ligar a televisão, por a pé, tomar banho, vestir, pentear, por um pouco de cor na cara, para disfarçar as manchas causadas pelo vitiligo que teimam em querer ser protagonistas. Descer até à cozinha, tomar o pequeno-almoço, onde a saca do pão está ali, em cima da mesa, sim em cima da mesa, à espera que alguém a abra e rumar ao trabalho que se faz tarde.
Na viagem, o costume… ligar o rádio, primeiro para ouvir o “Homem que mordeu o cão”, depois notícias na TSF e, naqueles dias em que é preciso, fala-se sozinho, questiona-se e responde-se, para se ficar mais aliviado.
O dia decorre como o costume, sem se dar conta das horas passarem, uns dias mais stressantes e outros menos, mas sempre a mesma azáfama…
Hora de sair, já noite, o carro está estacionado no sitio do costume, caso não esteja, o nosso inconsciente leva-nos para lá e só depois nos apercebemos que afinal hoje o safado mudou de local…
No regresso a casa, mais um bocadinho de música (se interessar aumenta-se o volume), se o dia correu mal fala-se outra vez sozinho, para descomprimir. E porque é preciso libertar o stress, passa-se pelo ginásio para cansar o físico e espairecer o psicológico.
Chegar a casa, tomar banho, jantar e, se não se for tomar um cafezinho, cama que lá fora chove muito. Olha-se para a televisão, vai-se ao facebook e, meia-noite, hora de dormir que já é tarde.
Cinco ou seis horas a dormi e acorda-se, novamente, à espera que o despertador toque para mais uma rotina, para mais um dia.

O pior é quando nos trocam as voltas….sim o pão…esse malvado que ontem, não estava lá em cima da mesa, como de costume… fez-me ir trabalhar sem comer… e quando descubro, já à noite, ele estava ali, noutro local, mas à frente dos meus olhos… mas o hábito tramou-me.
Por mais que tentemos e digamos que não, somos, sem dúvida, animais de hábitos.



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Contudo foi bom



Contudo foi bom… Quando olho para trás e penso no tempo que lá vai, dou comigo a dizer “contudo…contudo foi bom”. Olhar para o passado, pensar na vida, nos amigos, nas aventuras, nos dissabores, em tudo e em nada, e chegar à conclusão que “contudo, foi bom” é algo que me deixa tranquila e com vontade de continuar a ser como sou, quem sou, a fazer da minha vida o que tenho feito até agora, sem razões para mudar.
Olhando para trás, vejo que fiz amigos para a vida, conheci pessoas extraordinárias, locais maravilhosos, mas também percebi que me cruzei com pessoas que não eram assim tão interessantes, outras intragáveis, percebi que a vida nem sempre é justa, mas que nos dá o que precisamos.
Enfim… Percebi que não posso ter tudo o que quero, que não posso embirrar por tudo e por nada, que aquilo que penso e digo, muitas vezes, choca com o que os outros pensam e dizem (temos pena…).
Ao olhar para o tempo que já lá vai, percebo que a vida é aquilo que fazemos dela. Nem tudo acontece por acaso e é aí que temos de trabalhar, é aí que devemos investir, porque se queremos muito uma coisa, se trabalharmos por ela, talvez a consigamos….

Apesar de nem tudo na vida ser, como se diz por aí, “um mar de rosas”, temos de nos concentrar no que de bom ela nos dá e usar o menos bom como exemplo a não repetir. Por isso, posso dizer que “contudo… contudo sou feliz”.